Um bom smartphone brasileiro?

Quase um elefante de tamanho e com preço de produto chique francês. Esse é o Touché, smartphone fabricado pela brasileira Elef. Apesar dessas caracterÃsticas, é um aparelho bem legal e com ótimos mapas de 820 cidades do Brasil.
O celular está longe de chamar a atenção pela aparência – a não ser por seu acabamento simples de tudo. Ele é grandalhão e com design de celulares antigos. Mede 6,3 por 12,1 por 1,5 centÃmetros e pesa 148 gramas.
Se não é a coisa mais linda do mundo, o Touché acaba sendo a plataforma ideal para o que é seu maior atrativo: o sistema de navegação. Por dentro, ele vem com o processador NXP Dragonfly, dedicado ao sistema de posicionamento global. Os mapas da Navteq, que rodam no programa Route 66 Navigate 8, não deixam nenhum motorista na mão. E a interface faz dele o smartphone mais próximo de um GPS veicular, entre os testados pelo INFOLAB.
O sistema operacional usado pela Elef em todos os seus aparelhos é o Windows Mobile. No Touché, a versão é a 6.1, mostrada numa tela sensÃvel ao toque de 2,8 polegadas. Ela possui resolução de 240 por 320 pixels e apresenta 65 mil cores.

A navegação pelo sistema é fácil. A sensibilidade da tela é boa e, mesmo que sumam as duas canetas Stylus que acompanham o aparelho, há um botão scroll no mesmo estilo do BlackBerry.
Apesar de ter Wi-Fi, Bluetooth (com A2DP, para transferência de arquivos) e GPS, a conectividade perde pontos por ficar na rede EDGE e não suportar 3G. O celular vem com um cartão microSD de 2 GB, que fica exposto, pois não há proteção externa ao slot. Para conectar o aparelho ao computador e recarregar a bateria, a entrada é do tipo miniUSB.
Como um bom smartphone para produção, ele possui editor de texto, planilha e apresentação, além de visualizador de arquivos em PDF. Lê os formatos de música MP3 e AAC; de vÃdeo WMV e 3GP; e de imagem BMP, PNG, JPEG e GIF. A câmera integrada de 2 MP faz fotos de 1 600 por 1 200 e vÃdeos de 320 por 240 pixels de resolução, sem flash e com um ajuste manual muito ruim.
O nome Elef nada tem a ver com elefante. No site da empresa explica-se que, entre outras coisas, significa milhar (do número 1 000 mesmo). Então esse smartphone poderia, na falta de criatividade, ser chamado de dois Elef: custa 1 999 reais, sem operadora.
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28 de janeiro de 2009 - 15:44
Abraços e muito sucesso para o seu blog em 2009.