04/07/11

Tire suas dúvidas sobre a Bolsa de valores

Artigos, Curiosidades, Dicas
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Este é um assunto não muito ligado ao blog, mas que gera muitas dúvidas em muitas pessoas. Investir na bolsa de valores é sem dúvida um dos assuntos mais falados no dia-a-dia e com isso também surgem as dúvidas. Encontrei um vídeo que fala claramente sobre como funciona este mundo de investimentos e também é um ótimo guia para quem deseja iniciar os investimentos.

Confira:

DÚVIDAS FREQUENTES

Retirado do site BMFBOVESPA

1 – Sobre a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros

1.1 – Como fazer uma visita à BM&FBOVESPA?

Você pode conhecer a Bolsa sozinho(a) ou formando um grupo de pessoas.

Se o seu grupo for maior do que 20 pessoas, é preciso agendar uma visita para que possamos recebê-los da melhor maneira possível. Se este é o seu caso, acesse “Visitas à Bolsa” no item de menu “A BM&FBOVESPA”.

1.2 – Onde encontro as publicações e os folhetos da BM&FBOVESPA?

No menu, escolha o item “A BM&FBOVESPA” e clique na seção “Publicações”. Lá você poderá consultar todas as publicações gratuitas da Bolsa tanto relacionadas ao mercado de ações quanto ao mercado de derivativos e verificar condições e preços das publicações que são comercializadas.

2 – Mercado de Ações

2.1 – O que são ações?

Ações são pedacinhos de uma empresa. Com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela. Sendo mais formal, podemos definir ações como títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa.

2.2 – Como posso investir em ações?

O primeiro passo para começar a investir é procurar uma corretora e, na página www.bmfbovespa.com.br / Participantes / Corretoras você encontrará informações necessárias para fazer sua escolha. Várias delas possuem o homebroker, ferramenta que permite que você compre e venda ações diretamente pelo sistema, de forma rápida, transparente e segura.

O homebroker é utilizado via internet, portanto você pode acompanhar o mercado e negociar suas ações de casa, no escritório e até durante uma viagem ao exterior.

Há diversas formas de investir em ações:

Individualmente: você escolhe as ações que deseja investir e as negocia pelo homebroker de sua corretora ou banco. Se precisar de apoio na hora de escolher as ações, você pode contar com sua corretora, pois nela trabalham profissionais especializados em análise de empresas e do mercado. Além disso, várias delas emitem relatórios mensais que podem te auxiliar na tomada de decisão.

Clubes de Investimento: no clube de investimentos você também investe diretamente em ações, mas compartilha a participação nas empresas com amigos, colegas de trabalho ou profissionais de sua categoria. Todos os participantes podem opinar na hora de escolher em que ações o dinheiro do clube será investido e, como o capital do clube é bem maior do que o dinheiro que cada um teria para investir sozinho, vocês podem diversificar os investimentos, ou seja, ao invés de comprar ações de duas ou três empresas, podem investir em várias delas, inclusive de diferentes setores da economia.

ETFs: os ETFs são fundos de ações compostos por empresas que integram determinados índices da Bolsa. Ao adquirir um ETF você está comprando uma série de ações de diferentes companhias, diminuindo, dessa forma, a probabilidade e o risco de perda quando optamos por negociar uma ação em especial. Além disso, o custo da operação é menor, já que você não precisa comprar as ações pertencentes ao Ibovespa separadamente, por exemplo, e compra diretamente as cotas do fundo equivalente.

Importante: antes de investir faça algumas considerações. Quanto mais tempo você mantiver suas ações, menor será o risco, pois as eventuais desvalorizações das ações que você comprou podem ser revertidas. Além disso, é aconselhável que você não dependa desse dinheiro que investiu em ações para gastos emergenciais, para não ter que arcar com prejuízos sem necessidade. Por fim, lembre-se que todo o bem que adquirimos deve ser cuidado e, por isso, você deve sempre acompanhar a evolução de suas ações no mercado.

2.3 – Qual o valor mínimo para começar a investir em ações?

Não existe valor mínimo exigido para investir em ações, já que cada uma tem seu preço no mercado. Quem determina o valor das ações são os investidores, que estabelecem o quanto desejam pagar ou receber por elas (é a lei da oferta e da procura).

A divulgação de um balanço, uma fusão e, até mesmo, uma mudança tecnológica, podem afetar favoravelmente ou desfavoravelmente a empresa, afetando, assim, o valor de suas ações no mercado. É recomendável que você dedique ao mercado de ações aquela parcela de recursos sobre a qual tenha uma perspectiva de retorno de médio e longo prazos, ou seja, o dinheiro que sobra para uma poupança de 5 ou 10 anos. Em seguida, você deve escolher uma corretora, que será sua intermediária para comprar ações na Bolsa.

Para mais informações sobre como funciona o mercado de ações, acesse nossa seção para Iniciantes. A Bolsa também oferece cursos gratuitos que ensinam a investir em ações. Veja a agenda de cursos.

2.4 – Em média quanto se ganha no Mercado de Ações?

As ações são investimentos de renda variável, ou seja, não há uma rentabilidade média pré determinada. Para avaliar se a rentabilidade de seu investimento em ações está na média do mercado, compare seu rendimento com aplicações tradicionais como poupança, fundos de renda fixa e com o Ibovespa, que é o termômetro do mercado de ações. Ao investir seu dinheiro no mercado de ações, vale sempre a pena lembrar que ação é um investimento de risco e para formação de patrimônio de longo prazo. A curto prazo, assim como pode valorizar, também pode desvalorizar. Historicamente, porém, ações tem se mostrado um bom investimento.

2.5 – Quais são os tipos de ações?

As ações podem ser:

  • Ordinárias (ON): que concedem o direito de voto nas assembléias da empresa;
  • Preferenciais (PN): que oferecem preferência no recebimento de resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia. Entretanto, as ações preferenciais não concedem o direito de voto, ou o restringem.

As ações preferenciais podem ainda ser diferenciadas por classes: A, B, C ou alguma outra letra que apareça após o “PN”. As características de cada classe são estabelecidas pela empresa emissora da ação, em seu estatuto social. Essas diferenças variam de empresa para empresa, portanto, não é possível fazer uma definição geral das classes de ações.

2.6 – O que fazem as corretoras?

Corretoras são instituições que compram e vendem ações para você. As corretoras constituem instituições financeiras credenciadas pelo Banco Central, pela CVM e pelas próprias Bolsas, e estão habilitadas, entre outras atividades, a negociar valores mobiliários com exclusividade no sistema eletrônico da BM&FBOVESPA.

2.7 – O que é um Clube de Investimento?

Trata-se de uma aplicação financeira criada por um grupo de pessoas que desejam investir seu dinheiro em ações. Ele pode ser criado por empregados ou contratados de uma mesma entidade ou empresa ou, ainda, por um grupo de pessoas que têm objetivos em comum, como professores, metalúrgicos, donas-de-casa, médicos, aposentados, entre outros. Para criar o Clube de Investimento, você vai precisar de um administrador – que pode ser uma corretora BM&FBOVESPA.

Todos os participantes podem opinar na hora de escolher em que ações o dinheiro do clube será investido e, como o capital do clube é bem maior do que o dinheiro que cada um teria para investir sozinho, vocês podem diversificar os investimentos, ou seja, ao invés de comprar ações de duas ou três empresas, podem investir em várias delas, inclusive de diferentes setores da economia.

2.8 – O que é o MRP (Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos)?

O MRP, administrado pela BSM, é um meio ágil de cobertura dos prejuízos sofridos por investidores em razão de ações ou omissões comprovadas, culposas ou dolosas, dos intermediários, ou prepostos, de seus negócios e operações na Bolsa.

Os investidores alegadamente lesados só têm de reclamar à BSM, justificadamente, o ressarcimento de seus prejuízos pelo MRP. Tão logo estejam devidamente instruídos os respectivos autos de processos, a BSM rapidamente julgará os feitos. E, se os investidores tiverem razão, serão imediatamente indenizados, até o máximo possível previsto na legislação.

O ressarcimento está limitado a R$ 60.000,00 por operação e as operações realizadas no Mercado de Balcão Organizado não contam com a proteção desse mecanismo. As reclamações são isentas de qualquer custo e os investidores não precisam ser representados por advogado.

As reclamações podem ser apresentadas em até 18 (dezoito) meses após a data do fato que tenha gerado o prejuízo sofrido.

Para mais informações sobre o MRP e sobre como encaminhar uma reclamação, acesse http://www.bsm-autorregulacao.com.br / Proteção ao Investidor.

2.9 – O que é Home Broker?

O home broker é uma ferramenta de acesso aos mercados da Bolsa oferecida por quase todas as corretoras. É nele que os investidores negociam ações e minicontratos pela internet, sem sair de casa ou no próprio trabalho, enviando ordens de compra e venda pelo site da corretora.

Tecnicamente falando, o home broker é o modelo tradicional de Acesso Direto ao Mercado (DMA). As ofertas enviadas pelo cliente trafegam pela infrestrutura tecnológica da corretora antes de alcançarem a plataforma de negociação GTS ou Mega Bolsa. O cliente conecta-se diretamente à infraestrutura tecnológica da corretora, e esta, à Bolsa.

2.10 – Como posso negociar ações via internet?

É necessário que você seja cliente de uma corretora da BM&FBOVESPA que disponha do sistema Home Broker, o qual permite a negociação de ações via internet.

2.11 – Como eu ganho dinheiro com ações?

Você pode ganhar de duas formas:

  • Com a alta das ações que você comprar;
  • Quando a empresa distribui lucros para os acionistas (dividendos). É obrigatória a distribuição de resultados das companhias abertas aos acionistas.

2.12 – O que são dividendos?

Uma empresa deve dividir os lucros com seus acionistas. Essa parcela direcionada aos detentores de ações é conhecida como dividendo. Ou seja, os dividendos correspondem à parcela de lucro distribuída aos acionistas, na proporção da quantidade de ações detida, apurado ao fim de cada exercício social. O estatuto social de uma companhia pode estabelecer o dividendo mínimo a ser distribuído, desde que não seja inferior a 25% de seu lucro líquido ajustado. Caso não haja previsão no estatuto social, o dividendo obrigatório deve corresponder, no mínimo, à metade do lucro líquido ajustado.

2.13 – Como a empresa distribui os dividendos?

Os dividendos podem chegar ao investidor de duas maneiras:

  • 1. O pagamento de dividendos dos acionistas que detém ações no livro de registros da empresa é realizado diretamente pela empresa aos acionistas por meio de crédito em conta corrente ou disponibilizado no caixa do banco da empresa, mediante apresentação de documentos.
  • 2. Para aqueles que têm suas ações custodiadas na Central Depositária, os valores são repassados pela empresa à Central Depositária que os repassa para os Agentes de Custódia, responsáveis pelo repasse do pagamento aos acionistas.

Informe-se consultando sempre os comunicados emitidos pelas companhias listadas na ocasião da aprovação da distribuição dos dividendos. No site da BM&FBOVESPA, esta informação está disponível no menu Mercados > Ações > Empresas > Busca de Empresas.

2.14 – O que é subscrição?

A subscrição é um aumento de capital deliberado por uma empresa, com o lançamento de novas ações, para obtenção de recursos. Os acionistas da empresa têm preferência na compra dessas novas ações emitidas pela companhia, na proporção que lhe couber, pelo preço e no prazo preestabelecidos pela empresa. Essa preferência detida pelos acionistas é chamada de direito de subscrição. O direito de subscrição é um ativo negociado no pregão da BM&FBOVESPA, no decorrer do prazo preestabelecido para o exercício do direito de subscrição. Transcorrido o prazo, o ativo deixa de existir.

2.15 – O que é um direito de subscrição?

É um direito de preferência do acionista de subscrever (adquirir) novas ações de uma companhia aberta, quando do aumento de capital desta, na proporção das ações que já possuir. Isso significa que é permitido ao acionista comprar novo lote de ações lançado pela empresa por um valor preestabelecido e em período determinado.

Este direito pode ser negociado no mercado secundário da BM&FBOVESPA, o que permite ao acionista transferi-lo a terceiros.

O acionista que não efetuar a subscrição no período estipulado perde seu direito e não tem restituição do valor pago antecipadamente pelo direito, já que esse papel deixa de existir, perdendo seu valor, após o período de subscrição.

2.16 – O que é um Recibo de Subscrição?

É um documento que comprova o exercício do direito de subscrição de ações ou debêntures. Os direitos podem ser negociados na BM&FBOVESPA.

2.17 – O que é o After Market?

O After Market permite a negociação de ações no período noturno, após o horário regular, de forma eletrônica. As operações são dirigidas por ordens e fechadas automaticamente por meio do sistema eletrônico de negociação da BM&FBOVESPA (Mega Bolsa). Os preços das ordens enviadas nesse período não poderão exceder à variação máxima positiva ou negativa de 2% em relação ao preço de fechamento do pregão diurno.

2.18 – Qual a diferença entre Mercado Primário e Mercado Secundário?

O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado; é uma forma de captação de recursos para a empresa. Uma vez ocorrendo esse lançamento inicial ao mercado, as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário, onde ocorre a troca de propriedade de título. Ou seja, no Mercado Primário, quem vende as ações é a companhia, usando os recursos para se financiar. No Mercado Secundário, o vendedor é você (investidor) que se desfaz das ações para reaver o seu dinheiro. Por isso, os negócios que você realiza em Bolsa de Valores correspondem ao Mercado Secundário.

2.19 – O que é o Mercado Fracionário?

Toda empresa tem suas ações negociadas em lotes, que podem ser de uma, dez, 100 ações, etc.

Se, por exemplo, você não desejar comprar um lote-padrão de 100 ações, mas sim 150 ações, é necessário usar o mercado fracionário. Neste caso, o lote-padrão, ou seja, as 100 ações, serão negociadas no mercado integral e as 50 restantes, no fracionário.

Os preços negociados no mercado à vista (lote padrão) e no mercado fracionário não necessariamente precisam ser iguais. Dependendo do papel a liquidez das negociações pode ser maior em um ou outro, ou seja, a procura ou oferta pela ação pode estar maior no fracionário do que no à vista e vice-versa.

2.20 – Como as ações são negociadas?

Você, na qualidade de investidor, transmite sua ordem de compra ou venda de ações para a corretora da qual é cliente. A corretora, por meio de seus operadores, lança a ordem no Mega Bolsa, o sistema eletrônico de negociação da BM&FBOVESPA. Caso haja uma outra de mesmo valor, no sentido contrário, o negócio é fechado na hora.

2.21 – Como é formado o preço de uma ação?

O preço da ação é formado pelos investidores do mercado que, dando ordens de compra ou venda de ações às corretoras das quais são clientes, estabelecem o fluxo de oferta e procura de cada papel, fazendo com que se estabeleça o preço justo da ação. A maior ou menor oferta/procura por determinada ação, que influencia o processo de valorização ou desvalorização de uma ação, está relacionada ao comportamento histórico dos preços e principalmente às perspectivas futuras de desempenho da empresa emissora da ação. Tais perspectivas podem ser influenciadas por notícias sobre o mercado no qual a empresa atua, divulgação do balanço da empresa (com dados favoráveis ou desfavoráveis), notícias sobre fusão de companhias, mudanças tecnológicas e muitas outras que possam afetar o desempenho da empresa emissora da ação.

2.22 – Existe um prazo mínimo para se ficar com uma ação?

Não há prazo mínimo nem máximo para se manter uma ação. Se desejar, você pode vender a ação no mesmo dia em que a comprou, realizando um day trade.

2.23 – O que é day trade?

Fazer um day trade significa comprar e vender, no mesmo dia, a mesma quantidade de títulos de uma empresa, utilizando para isso a mesma corretora e também o mesmo agente de compensação. Exemplo: você compra ou vende um certo número de ações por um preço, acompanha a variação da cotação daquele papel ao longo do dia e inverte a posição vendendo ou comprando no mesmo dia. E a diferença do preço de compra para o preço de venda, multiplicado pela quantidade das ações (considerando também as taxas da operação e os impostos), é o resultado do day trade.

2.24 – O que é a liquidação das operações?

Após a realização do negócio, ocorre a liquidação da operação: processo pelo qual se dá a transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido.

A liquidação das operações é feita pela Central Depositária.

2.25 – O que significa a “Bolsa em alta” ou “Bolsa em baixa”?

Diz-se que a Bolsa fechou “em alta” quando o índice de fechamento de determinado pregão é superior ao índice de fechamento do pregão anterior. Analogamente, a Bolsa fechou “em baixa” quando o índice de fechamento de determinado pregão é inferior ao índice de fechamento do pregão anterior, e “estável” quando o índice de fechamento de determinado pregão está no mesmo nível do índice de fechamento do pregão anterior.

Na BM&FBOVESPA, o índice que atualmente é utilizado para verificar se a Bolsa fechou em alta ou em baixa é o Ibovespa, por ser ele o índice mais tradicional e o mais divulgado pela mídia. Assim, por exemplo, se o Ibovespa fechou em um certo dia em 10.000 pontos e, no dia seguinte, fechou em 10.500 pontos, houve uma alta de 5%.

2.26 – Como é determinado se uma ação está em alta ou em baixa?

É necessário observar a sua oscilação, ou seja, a variação (positiva ou negativa) no preço da ação em um determinado período de tempo. Determinamos se uma ação está em alta ou em baixa verificando a relação entre o último preço negociado da ação e o seu preço de fechamento no dia anterior. Assim, se o último preço negociado para a ação for superior ao seu preço de fechamento do dia anterior, essa ação está em alta. Se o último preço for inferior à cotação de fechamento, a ação está em baixa.

Exemplo: se o preço de fechamento de uma ação X no dia anterior foi de R$ 1,00 e, hoje, o primeiro negócio realizado com a ação efetivou-se ao preço de R$ 1,05, dizemos que a ação teve uma oscilação positiva de 5%, ou seja, alta de 5%. Caso ocorra posteriormente outro negócio com a ação, concretizado ao preço de R$ 1,03, a oscilação positiva foi de 3%; e assim durante todo o dia, sempre comparando o último preço à cotação de fechamento do dia anterior.

2.27 – Como posso acompanhar o comportamento do mercado como um todo?

Você pode acompanhar a evolução das ações durante o horário de negociação na seção Acompanhe a Bolsa, com 15 minutos de atraso. Basta digitar o nome da empresa ou o código da ação que você possui ou está pensando em comprar.

Na barra superior desta sessão você pode ver a cotação das ações pertencentes ao Ibovespa, principal índice da Bolsa. As cores dos códigos das ações representam as oscilações de preço: amarelo sem oscilação, verde valorização e vermelho desvalorização, sempre comparando o valor atual com o preço de fechamento desta ação no dia anterior.

2.28 – O que é POP?

O POP (Proteção do Investimento com Participação) é um produto de renda variável, negociado na BM&FBOVESPA, que proporciona uma proteção contra eventuais perdas (desvalorização) do investimento em ações em troca de uma participação nos potenciais ganhos desse investimento.

Isso é obtido por meio da combinação da aplicação em ações com a aplicação em seus derivativos.

Funciona da seguinte forma: o investidor define o nível de proteção desejado ao escolher em que série de POP vai investir. Se a ação cair, ele recebe o valor do capital protegido, cobrindo assim o risco correspondente à desvalorização. Em contrapartida, se a ação subir, o aplicador abre mão de uma parte do lucro obtido com a valorização do papel.

Lembre-se que o valor do capital protegido que você escolheu pode ser menor que o valor que você investiu (o preço que você pagou pelo POP).

3 – Canal Eletrônico do Investidor – CEI

3.1 – O que é o Canal Eletrônico do Investidor?

O Canal Eletrônico do Investidor (CEI) é um serviço via Internet que permite ao investidor consultar informações sobre seus saldos e histórico de suas negociações na BM&FBOVESPA. Você pode consultar as seguintes informações sobre seus investimentos:

  • Saldo diário e extrato mensal de custódia dos ativos
  • Aviso de Negociação de Ativos (ANA)
  • Saldo no mercado de opções sobre ações
  • Saldo no mercado a termo sobre ações
  • Saldo no mercado futuro sobre ações
  • Saldo de ativos depositados para garantias de posições
  • Saldo de Proteção de Investimento com Participação (POP)
  • Saldo de Tesouro Direto (títulos públicos)
  • Aviso de movimentação de BTC (Empréstimo de Ações)

3.2 – O que é uma conta de custódia?

A conta de custódia é uma conta individual que mostra os ativos que você tem em seu nome na BM&FBOVESPA. Nela são registrados escrituralmente os saldos de ações, títulos públicos, debêntures, etc. A gestão desta conta é feita pelo seu agente de custódia, que desempenha o papel de intermediário entre a Bolsa e o investidor.

3.3 – O que é um Agente de Custódia?

O agente de custódia é uma instituição financeira, responsável perante a BM&FBOVESPA, pela abertura, administração e movimentação das contas de custódia sob instrução dos seus clientes investidores. Podem qualificar-se como agentes de custódia: corretoras, distribuidoras, bancos comerciais, múltiplos ou de investimento.

3.4 – O que é o extrato de custódia?

O extrato de custódia funciona como seu extrato bancário, informando a posição acionária do investidor, suas movimentações (compras, vendas e transferências), bem como o recebimento de proventos gerados por ações, títulos públicos, debêntures, etc. durante o mês. O extrato é enviado pelo correio e /ou link via email mensalmente, desde que você possua saldo de ativos ou tenha alguma movimentação no período.

Você também pode optar por receber o extrato apenas em seu email, com toda a segurança e comodidade; saiba como fazer isso nesta seção.

3.5 – Quando e em que situação o extrato de custódia é enviado?

O extrato é gerado no final de cada mês para os investidores que tenham saldo de ativos no último dia útil do mês e para aqueles que realizaram alguma movimentação ao longo do mês.

3.6 – Quais informações podem ser acessadas pelo CEI?

  • Saldo diário e extrato mensal de custódia dos ativos
  • Aviso de Negociação de Ativos (ANA)
  • Saldo no mercado de opções sobre ações
  • Saldo no mercado a termo sobre ações
  • Saldo no mercado futuro sobre ações
  • Saldo de ativos depositados para garantias de posições
  • Saldo de Proteção de Investimento com Participação (POP)
  • Saldo de Tesouro Direto (títulos públicos)
  • Aviso de movimentação de BTC (Empréstimo de Ações)

3.7 – O que é ANA?

O ANA é o Aviso de Negociação de Ativos. Ele informa ao investidor as operações realizadas em sua conta, ou seja, as compras e vendas realizadas no período, detalhando os papéis negociados, as quantidades e os valores das operações. O ANA é enviado pelo correio e/ou link via email quinzenalmente, quando há negociação de ativos nesse período. Além disso, a partir de agora você pode optar por recebê-lo apenas em seu email, com toda a segurança e comodidade. Veja como.

3.8 – O que é o Aviso de Movimentação de BTC?

O Aviso de Movimentação de Banco de Títulos BTC informa os dados dos contratos de empréstimo de ação na qual o investidor assume o papel de doador ou tomador. O aviso é enviado pelo correio e/ou link via email quinzenalmente. A partir de agora, além de optar por receber o informativo apenas por email, você pode alterar a periodicidade de seu envio eletrônico. Veja como.

3.9 – É preciso fazer um cadastro para usar o CEI?

Para consultar o CEI não é necessário fazer um cadastro específico. No momento em que a corretora registra sua conta na BM&FBOVESPA, automaticamente a senha de acesso ao CEI é enviada ao seu email ou pelo correio, no endereço cadastrado (para que a senha seja encaminhada por email, é necessário que sua corretora faça o devido cadastro).

3.10 – Como consultar o CEI?

1. Acesse o site www.bmfbovespa.com.br/cei
2. Selecione seu agente de custódia por nome ou número na área de login
3. Informe seu CPF / CNPJ
4. Informe a senha encaminhada pela BM&FBOVESPA via carta ou email através do teclado virtual

No primeiro acesso será necessário trocar a senha provisória por uma permanente, de sua escolha. Não se esqueça de observar as seguintes regras de cadastro de senha no CEI:

  • A senha deve ser alfanumérica, ou seja, deve misturar números e letras;
  • Deve ter no mínimo 8 e no máximo 16 caracteres;
  • Não é permitido o uso de três ou mais caracteres repetidos ou em sequência (AAA, ABC, 111, 123, por exemplo);
  • Não é permitida a utilização das 10 últimas senhas já utilizadas;
  • O sistema permite uso de caracteres especiais como, por exemplo, $, %, &, @.

Após acessar o CEI, você poderá consultar todas as contas que tiver no agente de custódia escolhido.

3.11 – Possuo mais de uma conta em um mesmo Agente de Custódia. Como acesso as informações destas contas?

Para acessar as informações de outra conta no mesmo Agente de Custódia, é necessário selecionar a conta desejada na opção “Visualizar outra conta” no topo da pagina inicial do CEI.

3.12 – Possuo contas em vários Agentes de Custódia, como consulto estas informações?

Caso você possua contas em outros Agentes de Custódia e queira consultar estas informações, você deve realizar novamente o login, informando o código do outro Agente de Custódia, seu CPF/CNPJ e a respectiva senha.

3.13 – Esqueci a minha senha de acesso ao CEI ou minha senha foi bloqueada. O que faço?

Acesse o site www.bmfbovespa.com.br, escolha sua corretora na área de login e, na página seguinte, clique na opção “Esqueceu sua senha?” após preencher os seus dados. Em seguida, siga as instruções que lhe forem dadas passo-a-passo para solicitar a nova senha de acesso ao CEI (ver a questão “14. Como é enviada a nova senha de acesso?”).

3.14 – Como é enviada a nova senha de acesso?

Caso você possua e-mail cadastrado no CEI, a senha será enviada a este endereço eletrônico.

Se você não possuir e-mail, a senha será enviada para o seu endereço cadastrado no Agente de Custódia

3.15 – Existe um histórico das posições em custódia no CEI?

Sim, o investidor poderá acessar as posições em custódia dos últimos dois meses e o extrato mensal dos últimos 18 meses.

3.16 – Como consultar informações de datas passadas?

Digite a data no formato DD/MM/AAAA (por ex.: 07/06/2010) no campo “Pesquisar Nova Data” ou clique sobre o ícone do calendário para escolher a data desejada.

3.17 – Qual o horário de atualização do CEI?

O CEI realiza diversas atualizações durante o dia, sendo que cada tipo de consulta possui uma rotina diferente de processamento (movimentação de ativos, proventos etc.). Para saber o horário da última atualização da seção consultada, verifique data e hora exibidas ao lado de cada um dos itens na tabela central da página inicial do CEI.

3.18 – Gostaria de receber os informativos eletrônicos do CEI no meu e-mail. O que devo fazer?

Após acessar o CEI com agente, CPF e senha, clique na opção Serviços via Email, disponível no menu superior da página. Escolha a periodicidade que deseja receber os informativos por email (item 1), cadastre seu endereço eletrônico (item 2) e habilite o cancelamento, clicando no nome dos informativos dispostos no item 3) Não se esqueça de habilitar a opção Utilizar este email para ambas as contas simples e investimento no item 2, caso queira utilizar o mesmo endereço eletrônico para envio dos informativos da conta simples e da conta investimento. Se você possui conta simples e conta investimento, faça o procedimento para as duas contas.

Após esse processo, você receberá um email, que deve ser validado para que o link dos informativos seja encaminhado por email sempre que estiverem disponíveis para consulta. Caso não valide seu email, você continuará recebendo os informativos pelos correios.

Você terá que acessar o CEI pelo menos a cada 90 dias se não realizar nenhuma negociação na BM&FBOVESPA dentro desse período. Se você fizer compras e vendas, deve acessar o CEI pelo menos uma vez a cada 30 dias. Caso contrário, o envio de extratos impressos é retomado, e você precisará cancelar o envio pelos correios novamente, na página do CEI.

Se você possui conta em mais de uma corretora, precisa cancelar o envio dos informativos para cada uma delas, pois elas funcionam de maneira independente.

3.19 – Se eu tiver com posição acionária zerada receberei o extrato por e-mail?

Não. O extrato é gerado no final de cada mês para os investidores que tenham saldo de ativos no último dia útil do mês, e para aqueles que realizaram alguma movimentação ao longo do mês.

3.20 – Se for feita a opção pelo recebimento via e-mail, é possível cancelar o envio dos informativos impressos?

Sim. No menu superior do CEI, escolha o item “Serviços via e-mail” e desabilite a opção “Correios” dos informativos que deseja receber apenas por via eletrônica. Por favor, veja as condições para que esta modalidade seja mantida na questão “Depois de interrompidos, os informes em papel voltaram a chegar pelo correio, o que houve?”.

3.21 – Para inibir o envio dos informativos em papel eu preciso fazer o mesmo processo para todas as contas do mesmo acesso ou em uma única operação consigo realizar a inibição?

O processo deverá ser feito individualmente para todas as contas.

3.22 – Se eu tiver contas em vários Agentes de Custódia preciso cancelar o envio dos informativos impressos para cada uma delas?

Sim, como as informações contidas nos informativos são por conta, é necessário realizar este processo por conta.

3.23 – Para que serve a “barra de força”?

Para avaliar o grau de segurança da senha escolhida pelo usuário. Ao compor uma combinação, o teclado sinalizará se ela é forte, fraca ou média e ajudará o investidor a criar uma senha segura.

Note que mesmo que a senha escolhida seja classificada como fraca, o CEI aceitará o seu registro.

3.24 – Para que servem as ferramentas “contraste” e “ampliar teclado”?

São funcionalidades para auxiliar a visualização do teclado virtual. “Contraste” clareia ou escurece o teclado virtual e “ampliar teclado” aumenta o tamanho das letras.

3.25 – O que acontece se, após realizar o cadastro de meu e-mail, eu não acessar o link para validá-lo?

O CEI não inibirá os informativos físicos. Somente após a validação do endereço de e-mail os informativos serão enviados em seu endereço eletrônico

3.26 – O que acontece se eu alterar meu e-mail cadastrado no CEI e não acessar o link para validar o novo e-mail?

O CEI manterá o e-mail antigo como funcional, até que o usuário valide o novo endereço eletrônico.

3.27 – Solicitei a desativação do envio dos informativos em papel e depois de um tempo voltei a recebê-los. Por que isso aconteceu?

Por exigência da regulamentação vigente, existem condições para que o envio de documentos físicos permaneça interrompido:

  • Se o investidor realizou uma movimentação de compra ou venda, deve entrar no CEI pelo menos uma vez nos trinta dias posteriores à data da transação.
  • Se não houver movimentação de compra ou venda, dever consultar suas posições no CEI pelo menos a cada 90 dias.

Se essas condições não forem respeitadas, o envio por correio será reativado. Para voltar a receber os avisos de informativos apenas por e-mail, será necessário refazer o pedido de inibição, veja como na questão: “O que fazer para receber avisos do CEI por e-mail?”.

3.28 – O CEI não aceita uma combinação de senha, o que fazer?

A senha cadastrada deve ser alfanumérica, ou seja, deve misturar números e letras. Deve ter no mínimo 8 e no máximo 16 caracteres, não é permitido o uso de três ou mais caracteres repetidos, em sequência (AAA, ABC, 111, 123, por exemplo) ou a utilização das 10 últimas senhas já utilizadas. O sistema permite uso de caracteres especiais como, por exemplo, $, %, &, @.

É importante lembrar que a cada 90 dias você deverá trocar sua senha de acesso por uma nova.

Por medida de segurança, sempre que solicitar uma nova senha de acesso ao CEI ou sua senha for bloqueada, você será comunicado por uma carta impressa ou por email (caso você tenha email cadastrado no CEI).

3.29 – Eu já possuía senha de acesso ao CEI e não consigo acessá-lo. O que devo fazer?

Você deve solicitar uma nova senha. Leia a questão “10. Esqueci a minha senha de acesso ao CEI. O que faço?”

3.30 – Minha senha de acesso está expirada, o que devo fazer?

A senha de acesso expira a cada 90 dias. Quando sua senha expirar, o CEI solicitará que ela seja alterada.

3.31 – O teclado virtual não aparece, o que fazer?

Para acessar o CEI, é necessário que você possua a máquina virtual Java Sun instalada em seu computador, ou seja, um aplicativo que tornará possível o correto funcionamento do teclado virtual. Faça a instalação por meio do link abaixo: Download do Java Sun.

Nota: talvez seja necessário reiniciar seu navegador para ativar a instalação do Java.

O CEI funciona adequadamente em computadores de plataforma Windows, com utilização dos navegadores Internet Explorer (versão 6.0 ou superior) e Firefox (versão 2.0 ou superior).

3.32 – Por que o CEI envia carta informando sobre a alteração de e-mail, BLOQUEIO DE SENHA E AVISO DE SOLICITAÇÃO DE NOVA SENHA?

Por medida de segurança, sempre que o investidor alterar o e-mail para o envio dos informativos, ele será comunicado por uma carta impressa e por e-mail (caso haja algum e-mail cadastrado no CEI)

3.33 – Ao acessar o CEI, o site exibe o erro “Informações Inválidas”, o que fazer?

Você deve verificar se os dados informados (código do Agente de Custódia, CPF/CNPJ e a senha) estão corretos e tentar novamente. Caso o CEI continue informando esta mensagem de erro, solicite uma nova senha ou procure seu Agente de Custódia.

3.34 – Apesar dos dados de usuário corretamente preenchidos, o CEI continua retornando a página de entrada com os campos vazios, o que fazer?

É um problema relacionado à configuração do computador. Siga os passos abaixo:

Acesse o navegador Internet Explorer; Clique em Ferramentas > Opções da Internet; Na tela seguinte, clique em Segurança; Clique no item Sites confiáveis; Em seguida, clique no botão Sites que será habilitado; Adicione os seguintes endereços: e Basta digitá-los no primeiro campo e clicar no botão Adicionar; Clique em OK para fechar todas as janelas; Reinicie o Internet Explorer e acesse o CEI novamente.

3.35 – Não estou recebendo os e-mails com os informativos do CEI. O que devo fazer?

Se você possuir e-mail cadastrado no CEI, verifique se ele está cadastrado corretamente. Verifique também se a sua caixa postal não está lotada ou se o provedor não está barrando seu recebimento. Por ser enviado automaticamente pelo CEI, o email pode ser considerado um spam e bloqueado pelos serviços de email dos investidores. Para garantir o recebimento dos avisos e informativos do CEI, solicitamos que entre em contato com o seu provedor de email e solicite a liberação do domínio (cei@bvmf.com.br) para a sua caixa de entrada de emails.

4 – Mercadorias e Futuros

4.1 – O que é contrato futuro?

É um acordo entre duas partes que obriga uma a vender e outra a comprar a quantidade e o tipo estipulados de determinada commodity, pelo preço acordado, com liquidação do compromisso em data futura. Necessariamente, um contrato futuro é padronizado e baseia-se em mercado físico organizado. Uma das características mais marcantes do mercado futuro é a existência do ajuste diário, preço que, ao final de um dia de negociações, será referência para os acertos financeiros das posições de compra e de venda mantidas em aberto em nome de determinado cliente, conforme apresentem lucro ou prejuízo

4.2 – O que é preço futuro?

É a cotação que determinado produto apresenta para uma data futura. Esse preço reflete as expectativas que os agentes do mercado possuem para o futuro em uma data presente.

4.3 – Como é negociado o preço futuro na BM&FBOVESPA?

A BM&FBOVESPA mantém a negociação de contratos referenciados em: taxas de juro, taxas de câmbio, índice de ações, títulos da dívida, ouro e agropecuários. Os contratos são negociados nas modalidades físico, futuro, opções ou termo.

4.4 – Quais os contratos negociados na Bolsa?

A BM&FBOVESPA mantém a negociação de contratos referenciados em: taxas de juro, taxas de câmbio, índice de ações, títulos da dívida, ouro e agropecuários. Os contratos são negociados nas modalidades físico, futuro, opções ou termo.

4.5 – Como vender ou comprar mercadorias na Bolsa?

O interessado deve procurar uma Corretora de Mercadorias, que o orientará acerca dos procedimentos para a realização de negócios nos mercados futuros. É fundamental conhecer os fundamentos e as características dos contratos futuros e tirar todas as dúvidas com o corretor. O passo seguinte é decidir-se sobre quando realizar sua operação a futuro.

4.6 – O que é uma commodity?

Commodity é uma mercadoria física, geralmente com origem na agricultura ou na mineração, padronizada ou sujeita a uma classificação, que pode ser objeto de transações comerciais. Para efeito de negociação em bolsa, uma commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, pondendo ser índice, taxa, valor mobiliário ou produto físico.

4.7 – O que é um derivativo?

Os derivativos são instrumentos financeiros cujos preços estão ligados a outro instrumento que lhes serve de referência.

4.8 – O que significa o vencimento de um contrato no mercado de derivativos?

O vencimento de um contrato é a data em que todas as posições em aberto serão, automaticamente, encerradas por meio de operação inversa à posição mantida.

4.9 – Qual é o período de duração do pregão?

Cada contrato possui um horário de negociação específico. No período final do pregão, tem início o call de fechamento, quando são determinados os preços de ajuste do dia para os vencimentos futuros.

4.10 – O que é ajuste diário?

Os preços futuros são influenciados pelas expectativas de oferta e demanda das mercadorias e de seus substitutos. Tais expectativas se alteram a cada nova informação, permitindo que o preço negociado em uma data presente para determinado vencimento no futuro possa variar para cima ou para baixo diariamente.

4.11 – O que significa contrato-padrão?

Representa um acordo, relativo a cada uma das mercadorias ou ativos financeiros, que estabelece as condições para sua negociação nos diversos mercados oferecidos pela Bolsa (futuro, opções, termo e spot). Para a negociação em mercados de liquidação futura é imprescindível que haja padronização de produtos, de modo que todas as características ou especificações da mercadoria sejam previamente conhecidas.

4.12 – O que são minicontratos futuros?

São contratos cujo tamanho representa uma fração dos contratos-padrão da BM&FBOVESPA.

4.13 – Posso entrar no mercado futuro vendendo contratos de uma mercadoria que não possuo de fato?

Sim, na realidade você não está vendendo a mercadoria, mas sim negociando contratos que refletem a expectativa de preços de uma mercadoria ou ativo-objeto no futuro e possuem vencimento em uma data futura.

4.14 – Por que não há vencimento mensal para todos os contratos negociados na BM&FBOVESPA?

Porque cada contrato tem sua particularidade. Por exemplo, o café contempla os meses de safra e entressafra e acompanha os meses de negociação das bolsas internacionais.

4.15 – Como se encerra uma posição no mercado futuro?

Para encerrar uma posição no mercado futuro, é necessário assumir uma posição contrária à atual. Se um participante está comprado em 10 contratos de certa mercadoria para um determinado vencimento, é necessário que ele venda a mesma quantidade de contratos que possui para o mesmo vencimento para encerrar (zerar) sua posição.

4.16 – O que é hedge de venda e de compra?

Hedge significa proteção ou cobertura. Isso quer dizer que o cliente faz um seguro de preço na Bolsa, fixando o preço de compra ou o de venda para a mercadoria no futuro. Se o cliente é vendedor em bolsa e o preço futuro cai, sua mercadoria perde valor no armazém, mas ele ganha no mercado futuro a diferença entre o preço vendido no início da operação e o preço que caiu, de forma a cobrir ou compensar o que perdeu no armazém. Se o preço sobe, sua mercadoria no armazém se valorizará, mas ele desembolsa na Bolsa a diferença entre o preço de entrada e o preço final. Assim, se cair o preço, ele estará protegido e, se subir, ele deixará de ganhar.

O hedge de compra é o contrário. Se o cliente compra a futuro e o preço sobe, a mercadoria que ele tem de comprar ficará mais cara, mas, em compensação, ele obterá ganho na Bolsa que cobrirá essa diferença. E, se cair, ele pagará mais barato no mercado, mas perderá a diferença na Bolsa.

4.17 – Qual a vantagem de se fazer hedge na Bolsa?

A vantagem é que o vendedor fixa um preço de venda suficiente para cobrir seus custos de produção e garantir-lhe uma margem de lucro, ficando tranquilo para cuidar bem de sua produção, porque terá eliminado uma importante fonte de incerteza. O comprador fixa um preço de compra que lhe garante um custo conhecido e permite uma margem de lucro, não se sujeitando ao risco de alta no preço da mercadoria.

4.18 – Só existem hedgers na Bolsa?

Não. Há também os especuladores, isto é, investidores que querem tomar risco, comprando a mercadoria porque acreditam que o preço subirá ou a vendendo porque acreditam que seu preço cairá. Esses investidores geram liquidez aos hedgers, pois o risco não desaparece: ele é transferido dos hedgers para os investidores ou para outros hedgers.

4.19 – O que é margem de garantia?

É um dos instrumentos de salvaguardas financeiras utilizado pelo mercado futuro. Trata-se do valor exigido de todos os clientes para cobrir o risco de suas posições, dentro de cenários preestabelecidos pelo Comitê de Risco da Bolsa. As chamadas de margem ocorrem diariamente, com base nas posições em aberto de cada cliente, devendo ser depositada no dia útil subsequente.

4.20 – Como sei por qual preço devo vender ou comprar uma mercadoria?

Você pode acompanhar as cotações em tempo real por meio de um serviço de cotações fornecido por algumas empresas ou por seu corretor. A decisão de vender ou comprar por determinado preço é de exclusiva responsabilidade do investidor.

4.21 – Quando vendo a futuro, recebo dinheiro antecipadamente? E quando compro, pago na frente?

Você não recebe nem paga nada antecipadamente. A partir do primeiro dia, você fica sujeito aos ajustes diários, até o final da operação. O fluxo de dinheiro, até a liquidação do contrato, é apenas o relativo aos ajustes diários. Por isso, antes de entrar na Bolsa, você deve ter ciência da necessidade do pagamento dos ajustes diários.

4.22 – E se o investidor não pagar o ajuste diário?

A Bolsa o considerará inadimplente e executará suas garantias. Isso ocorrendo, o investidor perderá o direito de operar na Bolsa, com seu nome sendo divulgado ao mercado.

4.23 – Se eu mudar de opinião e não quiser ficar até o vencimento do contrato, poderei sair da Bolsa?

Você pode sair a qualquer momento, bastando realizar uma operação inversa, isto é, comprar o mesmo número de contratos vendidos ou vender o mesmo número de contratos comprados, para o mesmo vencimento.

5 – Índices

5.1 – O que é um índice de ações?

São indicadores de desempenho de um conjunto de ações, ou seja, mostram a valorização de um determinado grupo de papéis ao longo do tempo. Os preços das ações podem variar por fatores relacionados à empresa ou por fatores externos, como o crescimento do país, do nível de emprego e da taxa de juro. Assim, as ações de um índice podem apresentar comportamento diferente no mesmo período, podendo ocorrer valorização ou desvalorização.

5.2 – O que é carteira teórica?

É um grupo de ações, no qual se fará o investimento teórico representado pelo índice. Isto é, são as ações escolhidas para comporem o índice.

5.3 – Qual é a finalidade de um índice de ações?

Os índices de ações têm por finalidade servir como indicador médio do comportamento do mercado acionário como um todo, ou de um segmento econômico específico do mercado (no caso dos índices restritos e setoriais). Assim, os índices são desenhados de modo a mostrar se as ações do mercado, em média, valorizaram-se ou se desvalorizaram em um dado período de tempo.

5.4 – Quem calcula os índices de ações?

Os índices de ações são calculados pelas bolsas de valores ou por instituições especializadas.

5.5 – Quem usa os índices de ações?

Investidores e indivíduos em geral que queiram informar-se sobre o comportamento do mercado acionário, e também administradores de recursos, corretoras de valores, departamentos de pesquisa de instituições financeiras e empresas, consultores de investimento e investidores institucionais.

5.6 – O que são “pontos” de um índice de ações?

Os índices têm como unidade de medida o “ponto”. Ele representa um valor absoluto, cuja função é a de servir de instrumento de comparação: ele permite a análise de variação do valor de uma carteira de ativos ao longo do tempo.

A rentabilidade é representada pela variação dos pontos do índice. Ou seja, divide-se o valor do índice em uma determinada data pelo valor do índice na data de referência passada, subtrai-se 1 (um) do resultado obtido nessa operação e multiplica-se o resultado por 100 (cem) para se obter a rentabilidade em termos percentuais da carteira.

5.7 – O que é quantidade da carteira teórica?

É a quantidade de cada ação dentro da carteira, ou seja, quantas ações de cada companhia/tipo da ação (PN, ON) serão incluídas na carteira do índice.

5.8 – O que é o Ibovespa?

O Índice Bovespa (Ibovespa) é o mais importante indicador do desempenho do mercado de ações brasileiro, pois retrata o comportamento das principais ações negociadas na BM&FBOVESPA. Ele é formado a partir de uma aplicação imaginária, em Reais, em uma quantidade teórica de ações (carteira). Sua finalidade básica é servir como indicador médio do comportamento do mercado. Para tanto, as ações que fazem parte do índice representam mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro negociados no mercado à vista. Como as ações que fazem parte dessa carteira têm grande representatividade, podemos dizer que se a maioria delas estiver subindo, o mercado, medido pelo Índice Bovespa, está em alta, e se estiver caindo, está em baixa.

5.9 – O que é o IBrX?

O IBrX – Índice Brasil é um índice de preços que mede o retorno de uma carteira composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas na BM&FBOVESPA, em termos de número de negócios e volume financeiro. Também há o IBrX-50 composto por uma carteira de 50 ações.

5.10 – Como são escolhidas as ações que participarão do índice?

Cada índice tem um objetivo (por exemplo, representar todo o mercado ou apenas um segmento dele), e, portanto, tem critérios específicos de escolha das ações que irão compor sua carteira. Esses critérios são chamados de “critérios de inclusão” e constam das metodologias dos índices da BM&FBOVESPA.

5.11 – Uma vez escolhida, a carteira de ações do índice não muda mais?

Muda. Periodicamente, são realizadas reavaliações para que o índice acompanhe as mudanças do mercado e continue representando fielmente o seu comportamento. Na BM&FBOVESPA, as revisões são feitas a cada quatro meses (com base nos dados de negociação dos 12 meses anteriores), quando se verifica se alguma ação ainda não pertencente está atendendo aos critérios de inclusão (e nesse caso ela será incorporada à nova carteira), e se as ações incluídas nos índices continuam cumprindo esses critérios. Se uma ação não atende mais aos critérios necessários, ela será retirada da carteira, conforme estabelecido na metodologia de cada índice. As vigências das carteiras dos índices da BM&FBOVESPA são: janeiro a abril; maio a agosto; setembro a dezembro.

5.12 – As companhias retiradas do índice devem ser consideradas um mau investimento?

Não. A inclusão ou exclusão de uma ação da carteira de um índice não reflete os méritos da companhia em si. Sua eventual remoção reflete apenas a estrutura corrente do índice, e o fato de que a ação não mais atende aos critérios para integrar tal índice. Muitas dessas companhias podem ser excelentes investimentos quando analisadas individualmente.

5.13 – Que tipos de índices de ações existem?

  • Índice de preços: indicador que considera apenas as variações dos preços das ações, ajustando as quantidades teóricas exclusivamente para proventos em ações. Outros proventos em dinheiro (ex. dividendos, direitos de subscrição Etc) não são levados em consideração na apuração desse índice.
  • Índice de retorno total:valor do índice de preços acrescido do reinvestimento de dividendos e outros proventos distribuídos pelas empresas emissoras. Os proventos são reinvestidos no índice na data “ex-provento” (data em que a ação começa a ser negociada com o provento já descontado do seu valor). Assim, esse é um índice que mede o retorno total das ações componentes de sua carteira.
  • Índices amplos: representam o mercado como um todo. Podem ser compostos por todas as ações listadas naquele mercado, ou por um grupo de ações que têm significativa participação na negociação total e, assim, refletem de modo acurado o desempenho médio de todas as ações (Exemplo: o Ibovespa representa, no mínimo, 80% do número de negócios e do volume financeiro transacionados no mercado à vista, e também aproximadamente 70% da capitalização das empresas negociadas).
  • Índices restritos:representam o comportamento de uma parte determinada do mercado, como, por exemplo, o grupo das ações mais negociadas (“blue chips”) ou o grupo das ações bem conceituadas junto aos investidores, mas que não estão incluídas entre as mais negociadas (ações de “segunda linha”).
  • Índices setoriais:representam o comportamento de setores econômicos específicos (Exemplo: energia elétrica; telecomunicações; metalurgia Etc), sendo compostos exclusivamente por ações de indústrias desses setores.

5.14 – O que é variação do índice?

Variação é a diferença entre os valores de um determinado índice em dois instantes considerados, usualmente medida em termos percentuais.

5.15 – Como são calculados os índices ao longo do período de negociação?

Os índices da BM&FBOVESPA são calculados em tempo real (a cada 30 segundos), sendo as carteiras valorizadas com os últimos preços das ações componentes registrados até o momento do cálculo. Dessa forma, o índice de abertura é o primeiro índice calculado no dia, o índice mínimo é o menor valor registrado e o índice máximo é o maior valor registrado no dia. O índice de fechamento (ou último) é calculado no encerramento do pregão regular, usando os preços de fechamento das ações componentes da carteira.

5.16 – Como é calculado o índice médio?

A BM&FBOVESPA calcula dois tipos de índices médios: o índice médio aritmético e o índice médio ponderado.

  • Índice médio aritmético: a cada 30 segundos, os índices são calculados usando os últimos preços das ações componentes registrados até o momento do cálculo (“índices instantâneos”). O índice médio aritmético é a soma de todos os índices instantâneos do dia dividida pelo número de índices calculados.
  • Índice médio ponderado: calculado utilizando-se os preços médios ponderados das ações componentes (volume financeiro da ação negociado no mercado à vista, lote-padrão, dividido pela quantidade de ações negociada no dia), após o fechamento do pregão.

5.17 – O que significa dizer que o índice “subiu” ou “caiu”?

Significa dizer que, em média, as ações componentes de sua carteira valorizaram-se (em caso de alta do índice) ou se desvalorizaram (em caso de queda do índice).

5.18 – O que significa “Bolsa em alta”? E “Bolsa em baixa” ou “Bolsa estável”?

Diz-se que a Bolsa fechou “em alta” quando o índice de fechamento de determinado pregão é superior ao índice de fechamento do pregão anterior. Analogamente, a Bolsa fechou “em baixa” quando o índice de fechamento de determinado pregão é inferior ao índice de fechamento do pregão anterior, e “estável” quando o índice de fechamento de determinado pregão está no mesmo nível do índice de fechamento do pregão anterior.

Na BM&FBOVESPA, o índice que atualmente é utilizado para verificar se a Bolsa fechou em alta ou em baixa é o Ibovespa, por ser ele o índice mais tradicional e o mais divulgado pela mídia. Assim, por exemplo, se o Ibovespa fechou em um certo dia em 10.000 pontos e, no dia seguinte, fechou em 10.500 pontos, houve uma alta de 5%.

5.19 – A tendência de movimento dos índices de ações pode ser prevista com precisão?

Não. O movimento dos índices depende de vários fatores, tais como lucros e perspectivas das companhias integrantes da carteira, o que sempre dependerá do nível de informação e das expectativas econômicas de quem faz a análise. É importante ressaltar que análises de movimentos passados do índice devem ser cuidadosas, pois as conjunturas econômicas mudam com o tempo, refletindo-se de maneira singular no mercado de ações.

5.20 – Como se mede o quanto um índice “subiu” ou “caiu”?

Dividindo-se o número de pontos do índice em um dado momento pelo número de pontos do índice no fechamento dos negócios de uma data anterior (subtraindo-se 1 e multiplicando-se por 100 o resultado para o cálculo da rentabilidade). Por meio dessa operação pode-se auferir o quanto, percentualmente, o índice subiu ou caiu nesse período.

5.21 – O quanto um índice pode subir?

Não há limite de alta para um índice, ou seja, os preços das ações podem subir ilimitadamente. Mas mais importante do que o nível de alta do índice é a tendência de alta dos preços sinalizada pelo mercado.

5.22 – O quanto um índice pode cair?

O limite de queda para os índices não é fixado pela Bolsa, mas adota-se para o Índice Bovespa um mecanismo chamado de “interruptor de circuito” (“circuit breaker”), que consiste na interrupção das negociações quando o Ibovespa atinge um determinado percentual de queda. Esse parâmetro foi determinado de acordo com a volatilidade histórica do índice. O mecanismo de “circuit breaker” tem o objetivo de amenizar quedas do mercado em situações que se mostram anormais e, portanto, deve ser utilizado apenas nessas situações atípicas pois seu uso frequente pode acabar elevando a volatilidade do mercado, gerando um efeito inverso ao pretendido.

O “circuit breaker” é ativado tomando por base o valor de fechamento do Ibovespa do dia anterior, da seguinte maneira:

  • interrupção de meia hora para uma queda de 10% no índice;
  • interrupção adicional de uma hora se o índice cair mais 5% após a reabertura (completando uma queda total de 15%).
  • Interrupção por prazo definido a seu critério se o índice cair mais 5% após a segunda reabertura (totalizando uma queda total de 20%)

Por fim, vale ressaltar que a BM&FBOVESPA assegura um período de 30 minutos de negociação contínua no final da sessão regular, de modo a possibilitar que compradores e vendedores ajustem suas posições.

5.23 – Os índices podem prever se o mercado irá subir ou cair?

Alguns analistas de mercado – técnicos ou grafistas – utilizam o comportamento histórico dos índices como base para suas projeções sobre o futuro comportamento do mercado ou de um setor. Os índices em si, entretanto, têm como propósito representar acuradamente o comportamento do mercado até o momento presente, ou seja, demonstrar para onde o mercado caminhou (e não o seu futuro).

5.24 – Os índices de ações representam o comportamento da economia do país?

Há um grande campo comum entre o desempenho da economia e o do mercado de ações, pois os lucros das empresas são um forte “combustível” para a economia do País. Assim, o mercado frequentemente sobe antecipadamente a expansões econômicas, e cai antes de contrações da economia. Contudo, a correlação não é perfeita, pois há outros fatores que movimentam os mercados e a economia. Nesse sentido, é um erro formular expectativas econômicas apenas com base nos movimentos dos índices de ações.

6 – Mercado de Renda Fixa Privada

6.1 – O que são debêntures?

As debêntures são títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por sociedades anônimas, que conferem ao debenturista (detentor do título) um direito de crédito contra a mesma, de acordo com as características constantes na escritura de emissão (documento legal que declara as condições sob as quais a debênture foi emitida, tais como: prazo, remuneração, garantias, periodicidade de pagamento de juros, etc).

Os recursos captados com a emissão de debêntures são geralmente utilizados no financiamento de projetos, reestruturação de passivos ou aumento de capital de giro.

Apesar de serem classificadas como títulos de renda fixa, as debêntures podem ter características de renda variável, como prêmios, participação no lucro da empresa ou até mesmo conversibilidade em ações da companhia. Na BM&FBOVESPA, as debêntures são negociadas no BOVESPA FIX

6.2 – O que são notas promissórias?

As notas promissórias, também conhecidas como commercial papers, são títulos de curto prazo emitidos por empresas e sociedades anônimas para captar recursos de capital de giro. Podem ser emitidas por sociedades anônimas de capital fechado, pelo prazo máximo de 180 dias e pelas de capital aberto, pelo prazo de até 360 dias. Na BM&FBOVESPA, as notas promissórias são negociadas no BOVESPA FIX

6.3 – Qual a diferença entre ações, debêntures e notas promissórias?

As ações fazem parte do Mercado de Renda Variável, e ao comprar ações de uma empresa, você se torna sócio dela e divide os riscos do negócio.

Já as debêntures e as notas promissórias fazem parte do Mercado de Renda Fixa. Quem investe em debêntures ou em notas promissórias deve analisar o risco de crédito da emissão, pois se torna credor da empresa e terá de volta os recursos emprestados, nos prazos, condições e garantias pré-determinados no ato da emissão do título.

6.4 – O que é FIDC?

Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) é uma comunhão de recursos que destina parcela preponderante do respectivo patrimônio líquido para a aplicação em direitos creditórios. Direitos creditórios são os direitos e títulos representativos de crédito, originários de operações realizadas nos segmentos financeiro, comercial, industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços, os contratos e os direitos e títulos representativos de créditos. A BM&FBOVESPA, por meio de seus mercados de Renda Fixa Corporativa – BOVESPA FIX e SOMA FIX – oferece o ambiente adequado para a negociação de cotas de FIDC através de uma plataforma de negociação totalmente eletrônica..

6.5 – O que é CRI?

São títulos de renda fixa lastreados em créditos imobiliários (fluxo de pagamentos de contraprestações de aquisição de bens imóveis, ou de aluguéis) emitidos por sociedades securitizadoras. Podem ser emitidos nas formas simples ou com regime fiduciário, sendo que esta implica em constituição de patrimônio separado, administrado pela companhia securitizadora e composto pela totalidade dos créditos submetidos ao regime fiduciário que lastreiem a emissão; além da nomeação de agente fiduciário, o qual tem como função zelar pela proteção dos direitos e interesses dos beneficiários, acompanhando a atuação da companhia securitizadora na administração do patrimônio separado, entre outras.

A Lei 9.514/97 que criou os CRIs, posteriormente alterada pela MP 2.223/01 e Lei 10.931/04, também instituiu a alienação fiduciária para bens imóveis e companhias securitizadoras. Outra importante característica dos CRIs é a isenção de imposto de renda sobre sua remuneração, para investidores pessoas físicas a partir de 01/01/2005, de acordo com a Lei 11.033/94.

6.6 – O que é Alienação Fiduciária?

Significa o bem alienado ficar temporariamente em nome do credor, servindo de garantia para o financiamento. Até a quitação do empréstimo, o credor permanece na condição de proprietário do ativo.

7 – Fundos Imobiliários

7.1 – O que são os Fundos de Investimento Imobiliário (FII)? Onde consigo informações sobre eles?

Os Fundos de Investimento Imobiliários são constituídos como condomínios fechados, divididos em cotas que depois de adquiridas não podem ser resgatadas. O patrimônio de um fundo imobiliário pode ser composto de imóveis comerciais, residenciais, rurais ou urbanos, construídos ou em construção, para posterior alienação, locação ou arrendamento

As instituições financeiras administradoras dos Fundos são obrigadas a manter, no mínimo, 75% do patrimônio do Fundo em bens e direitos imobiliários, sendo que os 25% restantes deverão estar aplicados em títulos de renda fixa. Além disso, 95% do resultado líquido auferido pelo Fundo deverá ser distribuído ao cotista.

As cotas são valores mobiliários que podem ser negociados (comprados ou vendidos) na BM&FBOVESPA. Somente por negociação da cota é possível se desfazer do ativo e reaver o dinheiro investido.

8 – Empresas

8.1 – O que é uma Companhia Aberta?

Todas as empresas listadas na BM&FBOVESPA são companhias abertas. Uma companhia é considerada aberta quando promove a colocação de valores mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão. São considerados valores mobiliários: ações, bônus de subscrição, debêntures e notas promissórias para distribuição pública.

8.2 – Por que as empresas abrem capital?

Conforme vão crescendo, as empresas precisam de dinheiro para financiar seus projetos de desenvolvimento, investir na produção, construir novos parques industriais ou para inovação tecnológica. Uma das maneiras de obter esses recursos é tornar-se uma companhia aberta. Ao abrir seu capital, uma empresa encontra uma fonte de captação de recursos financeiros permanente.

Investindo no mercado de capitais, o investidor tem a possibilidade de formar patrimônio para o futuro e, ao mesmo tempo, fornecer recursos para o crescimento das empresas. Com mais recursos, as empresas podem aumentar sua produção, gerando empregos e colaborando para o desenvolvimento do Brasil.

8.3 – O que é o Novo Mercado? E os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa?

O Novo Mercado é um segmento de listagem destinado à negociação de ações emitidas por empresas que se comprometem, voluntariamente, com a adoção de práticas de governança corporativa adicionais em relação ao que é exigido pela legislação. Essas regras ampliam os direitos dos acionistas, melhoram a qualidade das informações usualmente prestadas pelas companhias entre outros benefícios.

A principal inovação do Novo Mercado, em relação à legislação, é a proibição de emissão de ações preferenciais. Porém, esta não é a única. A adesão a essas práticas de governança distingue a companhia como Nível 1, Nível 2 ou Novo Mercado dependendo do grau de compromisso assumido pela empresa:

  • Nível 1: práticas diferenciadas de governança corporativa, que contemplam basicamente regras de transparência e dispersão acionária;
  • Nível 2: além das regras de transparência e dispersão acionária exigidas no Nível 1, contempla também as de equilíbrio de direitos entre acionistas controladores e minoritários.
  • Novo Mercado: conjunto ainda mais amplo de práticas de governança. A grande diferença do Novo Mercado para os Níveis é a proibição de emissão de ações preferenciais: no Novo Mercado, as empresas devem ter somente ações ordinárias.

8.4 – O que é Governança Corporativa?

Governança Corporativa pode ser definida como o esforço contínuo em alinhar os objetivos da administração das empresas aos interesses dos acionistas. Isso envolve as práticas e os relacionamentos entre os Acionistas/Cotistas, o Conselho de Administração, a Diretoria, uma Auditoria Independente e até mesmo um Conselho Fiscal. A boa governança corporativa permite uma administração ainda melhor e a monitoração da direção executiva da empresa. A empresa que opta pelas boas práticas de governança corporativa adota como linhas mestras transparência, prestação de contas e equidade.

9 – Investimentos Estrangeiros

9.1 – Quais são as opções de investimento disponíveis para o público estrangeiro?

Os investimentos estrangeiros em portfólio estão permitidos no Brasil desde 1991. Com a edição da Resolução 2689/2000 do Conselho Monetário Nacional, os investidores não residentes podem investir nos mesmos produtos disponíveis aos aplicadores locais, sendo livre o trânsito de investimentos em renda variável para renda fixa e vice-versa, observadas as diferenças de tratamento tributário aplicáveis.

9.2 – O que é preciso para um estrangeiro começar a investir?

Considerando que os investidores estrangeiros não são residentes no Brasil, a legislação brasileira exige que o investidor contrate instituição que atue como:

  • Representante Legal: responsável por apresentar todas as informações do investidor às autoridades competentes no Brasil. Caso o investidor seja individual ou instituição não-financeira, o próprio investidor deve indicar uma instituição financeira legalmente autorizada pelo Banco Central do Brasil que será co-responsável pelas obrigações do representante.
  • Representante Fiscal: responsável pelo recolhimento de taxas e tributos junto às autoridades brasileiras.
  • Custodiante: responsável por manter o controle atualizado dos ativos da carteira do investidor estrangeiro, bem como disponibilizar tais informações às autoridades e ao investidor quando solicitado. Os ativos financeiros e títulos negociados, assim como as outras formas de aplicação do investidor estrangeiro no Brasil são mantidas de maneira segregada e em nome do investidor em contas de custódia nas instituições depositárias autorizadas, pela Comissão de Valores Mobiliários ou pelo Banco Central do Brasil, a prestar esses serviços. A lista de instituições autorizadas a atuar como custodiantes está disponível no site da CVM (www.cvm.gov.br).

9.3 – Qual a tributação aplicável aos investidores estrangeiros?

Investidores estrangeiros estão isentos de imposto de renda sobre ganho de capital. Entretanto, as operações oriundas de países que não tributam a renda ou que a tributam à alíquota inferior a 20% estão sujeitas à mesma tributação aplicável aos investidores residentes no Brasil.

10 – Mercado de Carbono

10.1 – O que é o Protocolo de Quioto?

É um acordo internacional patrocinado pela ONU, firmado em 1997 por 59 países, na cidade de Quioto, no Japão. O protocolo inscreve-se no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, tendo por objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) em nações industrializadas – por meio de metas que correspondem, em média, à redução de 5% sobre o montante emitido pelo país em 1990 – e estabelecer modelo de desenvolvimento limpo para os países emergentes. Acesse a íntegra do texto do Protocolo.

10.2 – O que é efeito estufa?

Fenômeno causado pelo acúmulo de certos gases na atmosfera, conhecidos popularmente como gases de efeito estufa (GEEs), que provocam retenção do calor e aquecimento da superfície da terra.

10.3 – O que é a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima?

Tratado assinado em 1992, no Rio de Janeiro, por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO- 92), que tem como objetivo a estabilização das concentrações de GEEs na atmosfera, de forma a impedir interferência antrópica (produzida pelo homem) perigosa no sistema climático. A convenção estabelece “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” para os países participantes (partes). Vem daí o tratamento diferente dado ao Anexo B (documento integrante do Protocolo de Quioto que lista os países desenvolvidos aos quais foram atribuídas metas de redução de emissões) e aos emergentes.

10.4 – O que é COP?

Conferência das Partes (ou seja, dos países signatários da Convenção- Quadro). Representa o órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, cabendo-lhe estabelecer as regras para implementar a Convenção. A COP reúne-se, anualmente, desde 1995, em um dos países participantes.

10.5 – Quando o Protocolo de Quioto entrou em vigor?

Em 16/02/2005, 90 dias após a Rússia formalizar sua adesão. Com a ratificação russa, foi possível cumprir os requisitos para a entrada em vigor do Protocolo, ou seja, sua ratificação por 55 nações-partes que respondem por pelo menos 55% das emissões globais. Quando isso ocorreu, o Protocolo contava com a adesão de 141 países, correspondendo a 61,6% das emissões globais.

10.6 – Quando os países devem comprovar o cumprimento de suas metas?

Os países desenvolvidos (listados no Anexo B do Protocolo de Quioto) devem cumprir suas metas de redução de emissões – em média 5% em relação aos níveis de 1990 – no decorrer do chamado primeiro período de compromisso, que corresponde aos anos de 2008 a 2012. Para o segundo período, isto é, após 2012, ainda não foram definidas as correspondentes metas de redução de emissões.

10.7 – O que são mecanismos de flexibilização do Protocolo?

São arranjos técnico-operacionais regulamentados pelo Protocolo de Quioto, para utilização por parte de empresas ou países, que oferecem facilidades para que as partes (países) incluídas no Anexo B possam atingir limites e metas de redução de emissões. Tais instrumentos também têm o propósito de incentivar os países emergentes a alcançar modelo adequado de desenvolvimento sustentado. Há três mecanismos de flexibilização previstos: Comércio de Emissões (realizado entre países listados no Anexo B, de maneira que um país, que tenha diminuído suas emissões abaixo de sua meta, transfira o excesso de suas reduções para outro país que não tenha alcançado tal condição); Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL); e Implementação Conjunta – implantação de projetosde redução de emissões de GEEs em países que apresentam metas no âmbito do Protocolo. Apenas o MDL se aplica ao Brasil.

10.8 – O que é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)?

A ideia subjacente ao MDL pode ser resumida na constatação de que a redução de uma unidade de GEEs, emitida em decorrência de algum processo industrial ou “sequestrada” da atmosfera voluntariamente por uma empresa situada em um país em desenvolvimento, poderá ser negociada no mercado mundial com países industrializados (ou empresas neles situadas) que precisam desses “créditos” para cumprir suas metas de redução de emissão de gases junto ao Protocolo de Quioto. Assim, por intermédio desse mecanismo de flexibilização, torna-se possível reduzir as emissões globais de GEEs e, ao mesmo tempo, abre-se importante alternativa para o desenvolvimento sustentado dos países emergentes.

10.9 – Quais são as etapas de implantação de um projeto de MDL?

Um projeto de MDL deve percorrer as seguintes etapas para ser reconhecido no Protocolo de Quioto e gerar créditos, isto é, redução certificada de emissões:

  • o proponente do projeto (uma empresa) deve elaborar o Documento de Concepção do Projeto (DCP) (veja o item 10);
  • a Entidade Operacional Designada deve validar a metodologia utilizada no DCP (veja o item 14);
  • a Autoridade Nacional Designada deve aprovar o projeto proposto (veja o item 15);
  • o projeto deve ser, em seguida, registrado no Conselho Executivo do MDL (veja o item 13);
  • o proponente do projeto deve desempenhar a atividade de monitoramento (veja o item 18);
  • a Entidade Operacional Designada realiza a verificação e a certificação da redução de emissões resultante do projeto; – o Conselho Executivo do MDL emite a redução certificada de emissão (RCE).

10.10 – O que é o Documento de Concepção do Projeto (DCP)?

Documento elaborado pelo proponente (empresa) que contém as seguintes informações: descrição geral do projeto; metodologia de linha de base a ser utilizada (veja o item 11); prazo do projeto; metodologia e plano de monitoramento; estimativa de emissões de gases de efeito estufa; impactos ambientais do projeto; comentários dos participantes envolvidos; informações sobre fontes de financiamento público de partes do Anexo I (países desenvolvidos listados na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) para o projeto. Os formulários para elaboração do DCP encontram-se disponíveis no endereço eletrônico http://cdm.unfccc.int/Reference/PDDs_Forms/PDDs/index.html

10.11 – O que é a linha de base do projeto de MDL?

A linha de base – ou cenário de referência – do projeto de MDL é o nível atual e a projeção do volume das emissões de GEEs que ocorreriam na ausência da implantação do projeto. Esse cenário será utilizado para o cálculo dos créditos (redução de emissões) a serem gerados pelo projeto. A linha de base fundamenta-se em metodologia pré-aprovada pelo Painel de Metodologia do MDL (grupo formado por cientistas de diversos países para dar suporte técnico ao Conselho Executivo, analisar e propor recomendações sobre novas metodologias de linha de base e de monitoramento encaminhadas ao Conselho para aprovação no âmbito do MDL).

10.12 – Um projeto de MDL tem prazo de duração determinado?

Sim. Na elaboração do Documento de Concepção do Projeto, o proponente deve indicar o período de obtenção de créditos previstos pelo projeto, dentre as seguintes alternativas:

  • no caso de projetos de florestamento e reflorestamento, máximo de 20 anos – que podem ser renovados até duas vezes – ou máximo de 30 anos, sem possibilidade de renovação;
  • para os projetos de MDL enquadrados em outros setores de atividades, período máximo de sete anos – que podem ser renovados até duas vezes – ou período máximo de dez anos, sem opção de renovação.

10.13 – O que é Conselho Executivo do MDL?

Órgão da Convenção-Quadro das Nações Unidas que supervisiona o funcionamento do MDL. O Conselho Executivo, formado por membros representantes dos países integrantes do Protocolo, credencia as Entidades Operacionais Designadas e emite os certificados para os projetos que cumprem todas as etapas previstas no MDL.

10.14 – O que é Entidade Operacional Designada (EOD)?

Entidade qualificada pela Conferência das Partes, por recomendação do Conselho Executivo do MDL, para validar projetos de MDL propostos ou verificar e certificar reduções de GEEs resultantes do projeto. Para atuar no Brasil, a EOD deve, adicionalmente, ser reconhecida pela Autoridade Nacional Designada brasileira (ver próximo item) e estar plenamente estabelecida no País. A lista atualizada das EODs credenciadas pelo Conselho Executivo pode ser obtida no endereço eletrônico http://cdm.unfccc.int/DOE/list

10.15 – O que é Autoridade Nacional Designada (AND) do mecanismo de desenvolvimento limpo?

Entidade governamental, reconhecida pelo Conselho Executivo do MDL, que representa um país (parte), no âmbito do MDL. É a AND a instituição que autoriza as entidades estabelecidas em seu país a participar e receber créditos de um projeto de MDL. No caso de países que não estejam listados no Anexo B, como o Brasil, a AND deverá revisar e conferir a aprovação nacional dos projetos propostos em seu território, no âmbito do MDL. Essa aprovação constitui um dos requisitos para que o projeto seja encaminhado ao Conselho Executivo do MDL. No Brasil, a AND é a Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima, constituída por representantes dos seguintes ministérios: Ciência e Tecnologia (coordenador da Comissão); Relações Exteriores; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Transportes; Minas e Energia; Planejamento, Orçamento e Gestão; Meio Ambiente; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Cidades; Fazenda; e Casa Civil da Presidência da República.

10.16 – Como encaminhar projetos à AND?

No Brasil, a AND somente recebe para avaliação projetos que tenham sido previamente validados por uma EOD reconhecida no País. As regras de encaminhamento estão definidas nas resoluções da Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima. Esses instrumentos normativos encontram-se disponíveis no endereço eletrônico http://www. mct.gov.br/index.php/content/view/14797.html.

10.17 – O que significa o registro do projeto no Conselho Executivo?

O registro representa a aceitação ou o reconhecimento formal de um projeto, por parte do Conselho Executivo, como projeto de MDL. A lista atualizada dos projetos registrados pelo Conselho Executivo pode ser acessada em http://cdm.unfccc.int/Projects/registered.html

10.18 – O que é a atividade de monitoramento?

Atividade de coleta de informações sobre o projeto, desempenhada por seu proponente durante a execução do empreendimento, que objetiva mensurar as emissões antrópicas de gases de efeito estufa do projeto. A consistência dos dados contidos no relatório de monitoramento deve ser verificada e certificada por uma entidade independente (Entidade Operacional Designada), para ser encaminhada ao Conselho Executivo, permitindo que as RCEs correspondentes sejam emitidas.

10.19 – O que é o mercado de carbono?

Termo popular utilizado para denominar os sistemas de negociação de unidades de redução de emissões de GEEs. Em linhas gerais, há dois tipos de mercados voltados à negociação de créditos de carbono: mercados em linha com o Protocolo de Quioto; e mercados “voluntários” (ou “Não-Quioto”). No primeiro caso, os créditos são negociados com o objetivo principal de facilitar o abatimento das metas de redução de emissões, estabelecidas no âmbito do Protocolo de Quioto. Já no segundo tipo de mercado, a negociação relaciona-se fundamentalmente ao abatimento de metas estabelecidas voluntariamente por empresas ou governos locais, fora do Protocolo. Nesses mercados (“Quioto” e “Não-Quioto”), é possível ocorrer a negociação de créditos gerados por projetos de redução de emissões (por exemplo, projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e projetos de Implementação Conjunta) e/ou de permissões (ver próximo item).

10.20 – O que é o mercado de permissões?

Sistema de negociação mais apropriado aos países do Anexo B, pois se relaciona à fixação de limites sobre o total de emissões de GEEs dentro de determinada área geográfica. Por exemplo, o governo de um país do Anexo B estabelece limites máximos de emissões permitidas para os diversos setores industriais locais. Nesse contexto, as empresas têm permissão de negociar suas eventuais sobras com outras companhias necessitadas dessas permissões para o cumprimento de suas metas. O primeiro modelo desse sistema a entrar em vigor no mundo é o europeu, inaugurado em 1° de janeiro de 2005, seguindo as proposições do Protocolo de Quioto.

10.21 – O que é o mercado de Redução Certificada de Emissão (RCE)?

Mercado gerado pelas transações de compra e venda de RCE, que poderá ser adquirida, inclusive, por empresas, situadas em países do Anexo B, com o objetivo de abater suas metas de redução de emissões. A RCE é uma unidade emitida pelo Conselho Executivo do MDL (ONU), em decorrência da atividade de um projeto de MDL. Representa a remoção ou a não-emissão de uma tonelada métrica equivalente de dióxido de carbono pelo empreendimento.

10.22 – O que é o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE)?

Corresponde ao conjunto de instituições, regulamentações, sistemas de registro de projetos e centro de negociação em processo de consolidação no Brasil, pela BM&FBOVESPA, visando estimular o desenvolvimento de projetos de redução de emissões e viabilizar negócios no mercado ambiental de forma organizada e transparente. A BM&FBOVESPA fornece aos participantes desse mercado um banco de projetos de MDL e um sistema eletrônico de leilões para a negociação de redução de emissões.

10.23 – O que é o banco de projetos BM&FBOVESPA?

Sistema eletrônico para registro de informações relacionadas a projetos de MDL que já tenham sido validados por uma EOD. Além disso, investidores qualificados – e pré-cadastrados pela Bolsa – poderão divulgar suas intenções em adquirir no mercado créditos já gerados ou que estejam em processo de geração por projetos de MDL. Para acessar o Banco de Projetos, clique aqui.

10.24 – Quais são os procedimentos para se registrar um projeto no Banco de Projetos BM&FBOVESPA?

O proponente deverá cadastrar-se no sistema da Bolsa via internet e, após a aprovação de seu cadastro, preencher e submeter formulário eletrônico para registro de projetos a ser oferecido no site da BM&FBOVESPA. Deverá ser submetido, com o referido formulário, o respectivo Documento de Concepção do Projeto e o Relatório de Validação.

10.25 – Que tipo de investidor poderá divulgar suas intenções de compra no Banco de Projetos BM&FBOVESPA?

Entidades governamentais, entidades multilaterais, ONGs e empresas, além de outras categorias de investidores a serem especificadas pela BM&FBOVESPA, poderão divulgar no Banco de Projetos, suas intenções de compra de RCE nos mercados a vista e a termo, mediante cadastramento e envio de formulário eletrônico oferecido no site da BM&FBOVESPA para essa finalidade.

10.26 – Como será realizada a negociação da Redução Certificada de Emissão (RCE) na BM&FBOVESPA/BVRJ?

Na primeira etapa, a RCE será negociada, no mercado a vista, por meio do sistema eletrônico de leilões, desenvolvido pela BM&FBOVESPA para esse mercado. As regras de negociação e credenciamento dos participantes de cada leilão serão divulgadas pela Bolsa por meio de editais a serem publicados no site da BM&FBOVESPA antes da data de realização de cada leilão.

10.27 – Como é realizada a negociação de créditos de carbono na BM&FBOVESPA?

Atualmente, o crédito de carbono pode ser negociado no mercado a vista, por meio do sistema eletrônico de leilões, desenvolvido pela BM&FBOVESPA para esse mercado. As regras de negociação e credenciamento dos participantes de cada leilão serão divulgadas pela Bolsa por meio de editais a serem publicados no site da BM&FBOVESPA antes da data de realização de cada leilão.

 

 

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2 comentários
  1. 1 Anônimoem 5/7/2011 às 10:21

    Criança, qual a origem desse CTRL+C e CTRL+V?

  2. 2 Ricardo Soaresem 5/7/2011 às 17:48

    Está no post, se nao leu ;s

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