Para começar, antes de o iPhone chegar às lojas no Brasil, ele passa por um processo que encarece muito o preço final do equipamento: cobrança de impostos, logicamente. Eles estão entre os principais responsáveis por deixar o produto com o preço lá em cima. Mas não é só isso. É preciso considerar os custos de envio, despesas de aeroporto, seguro e mão de obra, entre tantos outros (que são variáveis).
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) são, no mínimo, 58,25% de impostos cobrados durante a importação do aparelho. Nessa condição, um iPhone 3GS de 32 GB desbloqueado, vendido nos Estados Unidos, que custa 699 dólares, deveria chegar ao Brasil por mais de 1.100 dólares (isso se fosse vendido às operadoras pelo preço de loja, claro), algo em torno de 1.900 reais. Veja os impostos detalhados na tabela abaixo.

O iPhone 3GS, de 32 GB, foi anunciado pela Apple pelo preço de 299 dólares, em junho deste ano, no entanto para ser vendido nesse valor, o consumidor deve assinar um contrato de fidelidade com a operadora por um determinado período – quanto maior o tempo, mais barato (ou menos caro) sai o aparelho.
No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor permite contratos de, no máximo um ano de fidelização. Já nos Estados Unidos, o usuário pode ficar “preso” à operadora por até dois anos – tornando o produto mais barato.
De acordo com o analista de comunicações da consultoria IDC, João Paulo, o maior interesse das operadoras está em vender aparelhos subsidiados, ou seja, aqueles vinculados a planos pós-pagos (fora dessas modalidades, os aparelhos são ainda mais caros). “O iPhone mais barato nessa situação se torna um agrado oferecido pela operadora ao cliente pela escolha de um plano atrativo”, explica o analista.
Eduardo Tude, presidente da consultoria especializada em telecomunicações Teleco, afirma que a operadora ganha dinheiro mesmo é com a venda de planos pós-pagos. “A política de preços aplicada nos celulares faz parte de uma estratégia para a venda dos planos. Não é interesse da operadora vender o iPhone sem um serviço de dados”, afirma Tude.
Além dos impostos, é preciso considerar a margem de lucro das operadoras/revendas. Consultadas pela redação da Macworld Brasil, as operadoras TIM, Claro e Vivo não quiseram se manifestar sobre o preço do iPhone no Brasil.
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É uma piada a carga tributaria no Brasil… depois reclamam da pirataria…
Claro que a maquina estatal não sofreu muito com a crise, tinha mais de 50% de imposto sobre cada item que importamos…